Absolutamente emocionante e leve, o espetáculo conta a história de Oscar, um garoto de 10 anos, que encontra a Senhora Rosa, uma voluntária que visita crianças em um hospital. Incentivado por ela, Oscar começa escrever cartas a Deus. Dotada de imenso poder imaginativo, Rosa faz Oscar acreditar na “lenda dos doze dias divinatórios” onde cada dia pode valer 10 anos e , assim, em apenas 12 dias, ele é capaz de viver as emoções de uma vida inteira. Schmitt cria uma história repleta de alegria e beleza e humaniza Deus a tal ponto que Oscar, em suas cartas, o trata como se fosse nada mais do que um amigo.

Miriam Mehler estreou nos palcos em grande estilo: no marco teatral “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, encenado pelo Arena. Começava aí uma das mais extensas carreiras teatrais já vistas, com passagens por algumas das mais importantes companhias como o TBC e o Oficina, além do Arena. Dentre as peças mais importantes em que atuou, destacamos: "Um Panorama Visto da Ponte" e "As Feiticeiras de Salém" (de Arthur Miller), "Abelardo e Heloisa" (de Ronald Millar), "Quando as Máquinas Param" (de Plínio Marcos), "Andorra" (de Max Frisch), "Bonitinha Mas Ordinária" (de Nelson Rodrigues), "O Diário de Anne Franck" (de F. Goodrich), "A Herdeira" (de Henry James), "Vidros Partidos" (de Artur Miller), "Visão Cega" (de Brian Friel) e "Nossa Vida em Família" (de Oduvaldo Vianna Filho). Na TV participou de diversos programas e novelas, das quais apontamos Redenção; O Direito de Nascer e As Pupilas do Senhor Reitor.